• Confira como foi a I edição do Congresso Brasileiro de Neurogenética da ABN.
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O evento da Academia Brasileira de Neurologia organizado pela APM teve auditórios cheios, presenças internacionais e muita troca de experiências científicas

 

Nos dias 23 e 24 de março, o I Congresso Brasileiro de Neurogenética da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com organização da Associação Paulista de Medicina (APM), reuniu mais de 700 congressistas e palestrantes, que puderam acompanhar diversos módulos de palestras, simpósios, conferências internacionais e apresentação de casos clínicos, entre outras atividades.

Na abertura, José Luiz Pedroso, presidente do evento, agradeceu a todos os presentes, à diretoria e aos funcionários da APM pelo esforço na viabilização do Congresso. “Seria inimaginável, há cerca de seis, sete meses, quando iniciamos a organização, esperar mais de 700 pessoas em um Congresso de Neurogenética e doenças raras. Sei que mesmo que raros, quando estamos juntos, somos muitos”, comemorou.

O presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, também participou da abertura. “A Associação é a casa dos médicos do Estado de São Paulo. E esta casa está em festa por ter o privilégio de fazer parte de este evento. Aproveito a oportunidade para reverenciar os colegas, homens da ciência. A nossa profissão, a Medicina, celebra o desejo de poder ajudar as pessoas a terem uma vida melhor. E de que forma fazemos isso? Buscamos esse caminho a partir da ciência. E aqui se faz ciência, nessa troca de experiências e informações”, declarou.

Gilmar Fernandes do Prado, presidente da ABN, celebrou a lotação da plateia. Ele explicou que quando um ramo da ciência passa a ter destaque suficiente para reunir tanto conhecimento, a ABN cria um departamento científico específico. “Com a Neurogenética, isso ocorreu há não muito tempo e me alegra ver esse enorme crescimento. Ela é uma ciência do futuro. Acho que todos os médicos já estão cientes do que está por vir em relação à genética e do quanto poderemos intervir na saúde dos pacientes por meio dela. Fico feliz de ver tudo isso acontecendo.”

 

Programação científica

Os seis módulos principais abarcaram uma gama de informações muito extensa. Houve discussões sobre aconselhamento genômico, VUS, síndromes parkinsonianas genéticas, leucodistrofias da infância, radiofenótipos, miopatias hereditárias, neoplasias, síndromes “Huntington-like” e doenças neurovasculares, entre diversos outros tópicos.

Também houve a presença de referências mundiais para as conferências. O canadense Guy Rouleau, da Universidade McGill, falou sobre a genética do tremor essencial e da Esclerose Lateral Amiotrófica. O alemão Peter Bauer, da Universidade de Tübingen, abordou o sequenciamento de genes para diagnósticos de doenças neurológicas. Já o estadunidense Edward I. Ginns, da Universidade de Massachusetts, tratou da utilização de painéis genéticos e de sequenciamento completo do exoma.

Também houve simpósios satélite oferecidos pelos patrocinadores. A Pfizer patrocinou a aula “Polineuropatia amiloidótica familiar”, a Biomarin a “Lipofuscinose ceróide neuronal tipo 2”, o Albert Einstein e a Genomika ofereceram o tema “Aplicações clínicas e limitações do sequenciamento completo do exoma” e, por fim, a Biogen patrocinou a conferência “Nova era para a atrofia muscular espinha. Resultados dos estudos com Nusinersena”.

Outra atividade de destaque foi a apresentação dos casos clínicos em Neurogenética. Antes do encerramento, os congressistas foram convidados a participarem de uma construção coletiva de diagnóstico, a partir das informações apresentadas pelos palestrantes. Quem acertasse o diagnóstico correto ganhava um livro como prêmio. Foram, ao todo, cinco casos apresentados, com grande participação dos presentes, que já puderam ali mesmo começar a pôr em prática o que aprenderam ao longo dos dois dias de Congresso.

 

Apresentação de trabalhos

O evento também abriu espaço para a apresentação e avaliação dos trabalhos submetidos. Em ambos os dias, houve exibição, tanto de pôsteres em totens eletrônicos quanto de trabalhos via comunicação oral, na qual os congressistas e a comissão avaliadora puderam debater os casos e tirar dúvidas. Na categoria comunicação oral, venceu o trabalho de Camila Maria de Oliveira, premiado com R$ 2.000, com o tema “Video-oculagraphic findings in pre-clinical and clinical stages of spinocerebellar ataxia type 3/Machado-Joseph disease: preliminar results of bigpro study”.

Já na categoria pôsteres, o primeiro lugar ficou com Daniela Burguêz, com o trabalho “Clinical and molecular characterization of hereditary spastic paraplegias: a next-generation sequencing panel approach” e premiação de R$ 1.500. Em segundo lugar, com uma bonificação de R$ 1.000, ficou o trabalho “Frequência de alelos intermediários do gene HTT relacionados à doença de huntington em amostra da população geral da cidade do Rio de Janeiro”, de Thays Andrade Apolinário.

 

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Por: Guilherme Almeida
Fotos: B.Bustos Fotografia

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